quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O DONO DA FESTA - PR ARI PINHEIRO

O DONO DA FESTA
Mais uma vez, como todos os anos, minha fé é confrontada com as festas natalinas, e me sinto frustrado com o ser humano.


O frenesi que toma conta do inconsciente coletivo nesta época do ano é de arrepiar. Não se consegue andar direito nos shoppings, as filas nas lojas de departamentos são intermináveis e as pessoas disputam luzes, guirlandas e presentes como se o armagedom fosse no outro dia.


Nas fachadas, nas sacadas, nas vitrines e até mesmo no coração das crianças há um velhino com vestimenta de gosto duvidoso ocupando o lugar que devia ser do dono da festa. Papai Noel (e me perdoem escrever este nome com letra maiúscula, mas é só para chamar a atenção mesmo), ele tomou o lugar de Jesus Cristo, não só nas propagandas consumistas do terceiro milênio, mas também nop corações empedernidos de uma sociedade que entende Jesus como uma figura de retórica, como um bem de consumo que pode ser lembrado em cruscifixo na sala, ou no sinal da cruz após uma reza qualquer, feita mais por hábito do que por amor.


Mais uma vez serão servidos perús, rabanadas e outro quitutes nas ceias nababescas que acontecerão até mesmo na casa de muitos cristãos “fervorosos”, enquanto as igrejas estarão vazias, silenciosas como sepulcros, carentes de uma prece sincera rasgando o céu e o coração de Deus.


O dono da festa estará chorando mais uma vez com tanto desprezo recebido em seu aniversário, pois até mesmo nos enfeites, os presépios perdem de longe para a figura do “bom velhinho”, mais um embuste satânico para tentar empanar o brilho do supremo sacrifício do calvário. Um dia Deus se fez homem e caminhou entre nós, alguém convencionou que 25 de Dezembro seria a data de seu aniversário, mas um penetra entrou pela chaminé da lareira e tomou conta das famílias, deixando para o dono da festa um cantinho embaixo da árvore de Ninrode, num presépio que a maioria das pessoas nem entende direito porque que existe.


Que Deus nos perdoe pelo tamanho da heresia que cometemos todos os anos, e nos permita viver para ver Jesus Cristo voltando para buscar aqueles que não se dobraram a Baal. E que possamos estar nesse arrebatamento, e não numa festa para um velho barrigudo que sequer faz a barba no natal. Viva o dono da festa, JESUS CRISTO, O REI DOS REIS!

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