terça-feira, 4 de agosto de 2009

Calheiros e Collor contra Simon


A discussão no plenário do Senado ontem a noite foi deprimente, para não dizer coisa pior.Como a voz das oposições, o senador Pedro Simon mais uma vez foi duro com José Sarney, dando a entender que ele devia deixar a presidência da casa. Foi como jogar água num formigueiro! Saltaram das moitas (digo das cadeiras) quais cães ferozes, dois antigos detratores de Sarney, saltaram em defesa do mesmo atacando Simon com palavras chulas, gritos e até ameaças veladas.Renan Calheiros e Fernando Collor atacaram Simon com uma ferocidade de fera ferida, com palavras e atitudes que não coadunam com a dignidade que devia existir no senado. Dizem que lá, como em outras instâncias, até existe um conselho de ética; fico imaginando o que os membros desse ético conselho estejam fazendo a respeito.Como Calheiros já foi presidente e teve que deixar a cadeira para não ser caçado, e Collor, bom este dispensa comentários; qualquer um que tenha acima de trinta anos sentiu na pele e no bolso os efeitos de sua gestão na presidência do país, sem falar de suas antigas opiniões sobre José Sarney, que cá para nós, quem tem um pouco de memória deve ter ficado entre dois sentimentos, de estupefação ou de nojo, dependendo do grau de alienação, é claro.
Ao ver o quadro não me furtei de uma analogia momentânea: os ataques ao senador Simon, guardadas as proporções e me resguardando da heresia, soam para mim como um quadro onde Lúcifer, enfurecido, desse uma descompostura em Jesus Cristo por ele ter expulsado os cambistas da esplanada do templo com um azorrague.
Haja hipocrisia!E tem gente que ainda acha que a igreja deve passar ao largo da política. Só se a mesma tiver costume de avestruz, de esconder a cabeça no buraco para não ver o estouro da tropa.
Tags: calheiros, collor, jesus, renan, sarney

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