sexta-feira, 10 de julho de 2009

Michael Jackson, uma mania post mortem?

Pr. Ari Pinheiro

Esta semana vi muitas manifestações sobre a morte de Michael Jackson, principalmente de seus fãs do mundo inteiro. Muita gente que havia até esquecido do cantor, devido ao ostracismo auto-imposto de dez anos sem fazer shows, e também ao bombardeio da mídia com astros de brilho rápido e efêmero, que surgem e morrem em meses.
O que me chamou a atenção foi que, de repente, uma comoção tomou conta do mundo. Morreu Michael! Meu Deus! Foi remédio demais? Foi stress? Foi assassinato? Todos querem saber o que realmente aconteceu com ele. Claro, ficou famoso por sua música e também por suas manias um tanto esquisitas, diga-se de passagem. Verdade absoluta sobre sua vida e morte, só ele e Deus sabem, alguns desconfiam, e a maioria dá palpite.
O que não se pode negar é que ele, mesmo depois de morto, conseguiu arrastar multidões às bancas de revistas e livrarias onde seus produtos sumiram das prateleiras em questão de minutos. Em Florianópolis alguns aproveitadores copiaram capas de trabalhos do astro e juntaram a elas dvds vazios. Venderam e lucraram muito nos dois primeiros dias após a morte do cantor, depois sumiram para fugir das muitas reclamações que viriam.
Isso é muito próprio do ser humano! O fatalismo, a comoção, uma certa solidariedade com os famosos, vítimas de desastres ou coisa parecida.
Eu, como cristão, gostaria de ver esta mesma comoção com a realidade africana, onde milhares morrem de fome e desnutrição, de Aids, de abandono, e porque não dizer, da omissão da maioria dos países ricos do mundo. Mas se não temos idéia da África, que tal o sertão nordestino? Que tal uma viagem pelo interior do Piauí, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará? Centenas de pessoas morrem todos os dias, sem o glamour de Jackson, sem os holofotes da mídia, sem a compaixão do mundo!
Numa última analogia, se me permitem os internautas, em breve acontecerá uma comoção bem maior do que esta que está acontecendo agora. Após o arrebatamento da igreja milhares se darão conta que gastaram a vida correndo atrás das frivolidades mundanas. Correrão às livrarias comprar bíblias, cds e dvds evangélicos, farão vigílias, subirão aos montes, tudo isso para descobrir enfim que não há mais nada a fazer, o tempo findou e a porta fechou.
Finito, caput! Maktub! Estava escrito!
Neste caso, infelizmente, de nada adiantará a comoção post arrebatamentum, pois a dispensação da graça terá findado e a noiva estará nas bodas além dos portais eternos! Amém, ora vem Senhor Jesus!

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