sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

APROPRIAÇÃO INDÉBITA DO VOTO
(Ari Pinheiro – Poeta de Jaguari/RS)

        Estamos em uma democracia. Estamos? Tenho minhas dúvidas. Somos obrigados a votar; se não votarmos somos multados, além de outras sanções sociais. Somos obrigados a apresentar-nos para o serviço militar obrigatório, do qual podemos ser dispensados ou não, ao prazer das autoridades das forças armadas. Se não nos apresentarmos na devida data podemos ser punidos com muitas sanções sociais e até mesmo restrição da liberdade. Não me parece algo muito democrático, mas enfim, esta é a “Democracia” à moda brasilis...
        Aproxima-se o pleito eleitoral e os candidatos berram a plenos pulmões em horário nobre, invadindo nossas casas pelas janelas da Tv, Rádio e Internet... Querem nosso voto, e vão ter, malgrado o desgosto que temos tido com a classe política ao longo dos últimos anos nesse país. Vão ter porque somos obrigados a votar em alguém, ou pior, anular o voto; que a meu ver é uma punição ao povo, já que não nos deixam muitas opções.
        O Brasil foi loteado por feudos políticos, praticamente não há como escapar da frustração com o sufrágio. Hoje as pesquisas nos dizem que temos que escolher entre uma presidente que “não sabe de nada” sobre as roubalheiras que seus partidários implementaram na máquina pública pelos últimos 15 anos; um candidato que é pior que o José Serra em questão de carisma e outra candidata que sequer conseguiu fundar um partido político a tempo de concorrer por sua própria sigla, além de titubear sobre assuntos importantes, sempre que pressionada... Este é o cenário que se apresenta na política dita “democrática” nesse nosso lindo país continental; que a julgar pelas últimas denúncias publicadas pelos principais jornais e mídias eletrônicas, transformou-se numa espécie de caverna de Ali Babá (com bem mais de 40 ladrões).
        Eles querem o nosso voto, e vão tê-lo, pelo menos o da maioria, não porque os amamos ou respeitamos, mas porque somos obrigados a pieguice, como ovelhas levadas ao matadouro, prosseguimos mudos a depositar nas urnas as nossas desesperanças. Eles vão apropriar-se de nossas vontades, não porque mereçam ou porque sejam mais inteligentes do que nós; mas porque num país “democrático” somos obrigados a escolher o menos pior.  E assim caminhamos nós, espoliados de direitos e escolhas!

terça-feira, 10 de julho de 2012

O PERIGO DE CONSTRUIR MURALHAS


Pr.  Ari Pinheiro
   Quando construimos muralhas ao nosso redor, com o pretexto de que assim não seremos atingidos pelas maldades do mundo, acabamos encastelados em nós mesmos; sob uma carapaça mental e espiritual que mais atrapalha do que ajuda.
   Uma muralha é uma arma de defesa; quanto mais inexpugnável, mais seguros nos sentimos, no entanto devemos lembrar que isso também pode demonstrar nossas fraquezas. Na arte da guerra é notório o saber de que quem se defende é porque está fraco, ao passo de que quem se lança ao teatro de operações é porque montou uma extratégia(um plano de ação) e está fortalecido em seus treinamentos táticos.

   A vida, as vezes dura, nos faz construir muralhas ao redor, como uma defeza natural contra aquelas situações que nos causam dor. O que nós esquecemos é que a mesma muralha que nos defende também impede a chegada de víveres, ou seja, das bênçãos e dos abençoadores de nossa vida. E quem são estes abençoadores? Nossos familiares, amigos, colegas, além do nosso abençoador máximo: Jesus Cristo.
   Devemos estar preparados e capacitados para defender-mo-nos dos dardos inflamados do inimigo, todavia não com muralhas inexpugnáveis, não com atitudes de isolamento do mundo e da sociedade e sim com as armas do Espírito, citadas em Efésios 6:10-18 “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santo.

   Está mais do que comprovado, através da ciência e da própria história, de que quem se isola sucumbe, vítima de si mesmo ou de alguém que passa anos estudando os pontos fracos para então desferir o ataque.
   Veja o caso da cidade de SARDES: foi fundada no século 12 a.C. No passado, foi a capital da antiga monarquia lídia, um dos reinos mais ricos do mundo antigo. A cidade, hoje apenas ruínas perto da atual vila de Sarte na Turquia, considerava-se impenetrável. Situava-se em uma rota comercial importante no vale do Hermo, com a parte superior da cidade (a acrópole) quase 500 metros acima da planície, nos rochedos íngremes do vale. Era uma cidade próspera, em parte devido ao ouro encontrado no Pactolos, um ribeiro que passava pela cidade. A cidade antiga fazia parte do reino lídio. Pela produção de ouro, prata, pedras preciosas, lã, tecido, etc., se tornou próspera. Os lídios foram o primeiro povo antigo a cunhar regularmente moedas. Em 546 a.C., o rei lídio, Croeso, foi derrotado pelos persas (sob Ciro o Grande). Soldados persas observaram um soldado de Sardes descer os rochedos e (dizem que derrubou o elmo e desceu para pegá-lo), depois, subiram pelo mesmo caminho para tomar a cidade de surpresa durante a noite. Assim, a cidade “inconquistável” caiu quando o inimigo chegou como ladrão na noite. Em 334 a.C., a cidade se rendeu a Alexandre, o Grande. Em 214 a.C., caiu outra vez a Antíoco, o Grande, da Síria. Durante o período romano, pertencia à província da Ásia, mas nunca mais recuperou o seu prestígio.
   Muitas vezes, não raro, o encastelado sucumbe vítima de sua própria prisão mental, a qual é capaz de fabricar inimigos fictícios tão perigosos quanto os reais. Os asilos e manicômios estão repletos de pessoas que foram presas de inimigos imaginários, frutos de mentes vazias, sem treinamento, jardins fecundos onde satanás acabou semeando hectares de dúvidas e medos inconfessáveis.
   Somos seres sociáveis, criados para viver em comunidade, congregando e interagindo na construção do mundo. No primeiro capítulo da bíblia Deus chama o homem à ajudá-Lo na obra da criação, nomeando as criaturas e comandando-as. Deu ao homem uma companheira sob a seguinte premissa: “Não é bom que o homem viva só!” Fomos chamados ao trabalho, à liderança; não a solidão, ao exílio e a procrastinação. No exato momento em que achamos que podemos viver sós, sem amigos e irmãos, sem família, seja ela carnal ou espiritual, assinamos nossa sentença de morte, pois existe um que não dorme e está sempre a espera de que derrubemos o capacete e desçamos a encosta para buscá-lo. O inimigo usará este caminho para tomar a nossa fortaleza. Sem cobertura espiritual, sem amigos; sem intercessores; sem confidentes; certamente nossa derrota será apenas uma questão de tempo.
   Ao invés de perdermos tempo construindo muros ao redor de nós, devemos construir amizades, relacionamento fortes e duradouros onde possamos realmente nos refugiar caso um dia o infortúnio vier bater à porta!
   Congregar é preciso!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SEPARAÇÃO FÍSICA NÃO QUER DIZER NECESSARIAMENTE SEPARAÇÃO ESPIRITUAL


Pr Ari Pinheiro

   Na  sua peregrinação, obedecendo um chamado divino, Abraão sai de Ur com sua família, entre os quais seu sobrinho Ló. Habitam primeiramente Haram, depois descem a Siquém, Betel e Hebrom.
   Na época da grande fome naquela região, descem todos ao Egito, onde havia muitas provisões. Lá faraó confisca Sara e a devolve, pois Deus não permite que o monarca a despose. Então Abraão e seu povo voltam a sua terra e prosperam muito. É neste contexto que acontece a separação entre Ló e Abraão, para evitar confronto entre seus pastores e (muito provavelmente) um dilema familiar.

“E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos.
E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra.
E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro.
Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma.”
Gênesis 13:6-12

   Ló escolhe a região além do Mar Morto, mais propriamente junto das cidades de Sodoma e Gomorra, cujos reis pagavam tributos aos reis da Mesopotâmia. Em uma rebelião contra seus algozes, estes reis deixam de pagar seus tributos, o que acaba em guerra. Os habitantes dessa região (os que não fugiram para as montanhas) são levados cativos para a região além do rio (mesopotâmia). Junto dos cativos está Ló e sua família.
   “E aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,Que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).
Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se.E ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim,E aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã que está junto ao deserto.Depois tornaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também aos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,Contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.E tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se.Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e foram-se.” Gênesis 14:1-12

   Ao receber a notícia de que Ló, seu sobrinho era cativo, Abraão ajunta 318 homens, todos nascidos de sua casa, e parte para uma jornada de resgate.

 “Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.”Gênesis 14:14-16

   Abraão logrou exito em sua missão, trouxe de volta seu sobrinho, suas mulheres, seus bens e seu povo.    No momento da luta, ele esqueceu os problemas sociais e familiares que tinha com Ló... A questão família sempre deve estar em primeiro plano, imediatamente abaixo de Deus em nossas prioridades, pois ela, a família, é o alicerce de nossa descendência, de nosso legado ao futuro da humanidade.
   Muitos de nossos queridos hoje são prisioneiros de drogas, alcoolismo, prostituição e outros problemas que infestam as sodomas e gomorras destes dias. É assim que caminha a humanidade, é assim que arranca o século 21. Um século de deterioração moral, de prazer por prazer; de libertinagem e omissão; de corrupção política e eclesiástica.
   Podemos passar para a história como cristãos hipócritas, que sabíamos filosofar por horas sobre amor e piedade, mas não tínhamos tempo para os nossos; ou então como cristãos verdadeiros, que, embora afastados físicamente de nossos fraternos, estávamos ligados por esse cordão umbilical chamado amor, que é como um cordão de três dobras, o qual dificilmente se rompe!

Que o Deus de paz vos guarde e abençoe hoje e sempre!!!

domingo, 27 de maio de 2012

COMO ESTAMOS CAMINHANDO PARA EMAÚS?

Pr Ari Pinheiro


(LUCAS 24:13-16) “Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram.”

   Um dos encontros mais surpreendentes das escrituras é este dos dois discípulos no Caminho de Emaús. O Mestre havia sido morto pelos romanos, depois de ter sido entregue pelos seus no julgamento mais fajuto que a história já conheceu. Imagine que sequer o direito romano queria a condenação de Jesus, mas o sistema religioso trabalhou vigorosamente para que tudo saísse como saiu. Caifás estava livre da pedra em seu sapato, e os discípulos estavam apavorados, tristes e dispersos, sem entender direito o que estava acontecendo, embora Jesus sempre os alertasse claramente sobre o que viria acontecer
   Quando Jesus se aproxima e começa a andar com eles, a tristeza, o medo e a falta de entendimento não deixam com que percebam quem os acompanha. Jesus provoca, fala sobre as escrituras, eles se maravilham; mas mesmo assim não o reconhecem.
   Assim é também hoje. A palavra é pregada, o Verbo é anunciado e caminha entre nós, escorre por nossa língua enquanto falamos o que está escrito. É a palavra viva batendo insistentemente no coração do homem; mas o ele não ouve, não vê e não sente. Quer que Jesus desça num foguete interplanetário, numa profusão de fogos de artifício, rodeado de falanges celestiais ao som de mil trombetas! Esse é o homem do 3º Milênio, cheio de legalismo e hipocrisia; metódico e presunçoso. Acha que é o dono da verdade e que Deus é um empresário de um país distante; com quem ele pode fazer negócios e comprar bênçãos sempre que estiver na “pindaíba”. O que nós conseguiríamos negociar com Deus? Quais bens ofereceríamos para quem já é dono de tudo? Ele só quer a nossa adoração, quer ser glorificado; e nós teimamos em não entender a simplicidade da salvação.
   Jesus está presente, venceu a morte e abalou os infernos. Ressuscitou para que os doentes tivessem saúde, para que os mortos tivessem vida, para que os possessos gozassem da liberdade que só o evangelho pleno pode dar. É preciso que o reconheçamos no pão que reparte conosco todos os dias, na maneira com que abre as escrituras e nos ensina os mistérios do Reino.
   Os discípulos de Emaús reconheceram Jesus pelo seu gesto de partir o pão, tomara que nós o reconheçamos todos os dias no rosto de nossos irmãos, nas lideranças espirituais deste tempo, no seio de nossa família. Tomara que não olhemos para Jesus como um estrangeiro que, por puro acaso resolveu repartir a jornada conosco. Para eles o encontro mudou suas vidas, sua fé foi acrescentada e passaram a testemunhar de Jesus ressurgido para todos os que encontravam.
   Nós, que somos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, anunciaremos Jesus de que modo? Quando sobrar tempo? Quando não houver mais tempo? Lembre-se: o fim de todas as coisas é uma questão de tempo; quem tem ouvidos ouça...